JCM @ 15:10

Qui, 24/05/12

#1

Relativamente à proposta 1:

Se a agenda cultural é online, o que merece o meu acordo devido à facilidade em fazer actualizações e ao baixo custo da distribuição, então sejamos mais ambiciosos.

Porque se há-de restringir a agenda à cultura?

Porque não juntar cultura e desporto na mesma plataforma?

Devem-se responsabilizar as associações (associações culturais, desportivas, etc.) e também as instituições (TA, CCA, AveiroExpo, UA, etc.) pela inserção e manutenção dos seus conteúdos, de forma a que a agenda seja de todos para todos.

E, já agora, com atalhos para que cada um coloque nas suas agendas (Outlook, Google Calendar, etc.) os eventos que lhe interessam.

Jorge Greno

 

#2 

Relativamente à Proposta 4 - Plataforma digital ‘A minha rua’: não é preciso andar muito em Aveiro para encontrar uma plataforma com provas dadas de sucesso na localização de problemas: basta ir até à Universidade de Aveiro. Lá foi desenvolvido o 3rdblock.net, um sítio online que permite a identificação do que se considera que esteja mal no nosso bairro. O site permite muito mais do que o que foi foi usado durante o Limpar Portugal. Ao contrário de outros projetos, neste caso todos os problemas reportados ficam acessíveis para comentário, validação e possibilidade de notificação quando algo está mal ou é resolvido nas nossas zonas de interesse. 
Como plataforma, trata-se de algo que é "tematizável", ou seja, usando o mesmo motor pode-se construir um sitio web para enumeração do que está mal e precisa de ser arranjado, para sugerir inovações em determinadas zonas (para suportar, por exemplo a discussão de PDMs), para identificar pontos de interesse em Aveiro, etc, etc, etc.

Cláudio Teixeira

 

#3

Creio que deve ser transformada em proposta a recuperação do Bairro de Santiago, nomeadamente as suas zonas públicas e, em especial, o seu grande jardim inacabado. Uma intervenção sobre este espaço, rematado pela Escola numa extremidade e, futuramente, pela nova sede da Junta de Freguesia da Glória, tem um forte impacto na regeneração social da cidade.
Uma intervenção estruturada, de baixo custo, mas máximo impacto e assente em regras de recuperação contínua (ou seja, de combate quotidiano à degradação), tem efeitos sobre a auto-estima e o sentimento de pertença das populações, muda a percepção pública e afirma este espaço, com características urbanas intrínsecas de grande qualidade (a escala do desenho, a salubridade e racionalidade dos atravessamentos e a relação entre tipologias), como uma alternativa viável para muitos projectos que procuram espaço na cidade e que teriam aqui o seu espaço natural.
A localização do Bairro articula a cidade com a Universidade, entre outras coisas, e pode afirmar-se como um novo centro, sem operações artificiais de gentrificação.
Os parceiros locais, da Escola à Cooperativa de Habitação, passando pelo Mercado e pelas associações locais apoiarão certamente qualquer iniciativa que se apresente como sustentável e de futuro.
A ordem das intervenções é o mais difícil de planear, mas creio que entre a recuperação e dinamização dos espaços e equipamentos públicos (há imensos parques de jogos a que faltam os equipamentos e já houve parques infantis que foram retirados) e um programa de reocupação das lojas devolutas, que se traduza em apoios claros a quem se decidir instalar no bairro, mas também em apoios a quem lá está e possa ter ideias de negócio ou actividade… acho que temos o início de uma operação com grande potencial de envolvimento real.
Nesse tema geral, há um que me preocupa e que é o ordenamento do estacionamento nas redondezas do ISCA. Junto ao ISCA há um grande parque de estacionamento que, normalmente está longe de estar cheio. Uma parte significativa dos alunos do ISCA frequenta-o em horário pós-laboral e vem de carro, inundando a zona residencial circundante de carros que estacionam de forma completamente caótica. Por um lado, não se percebe porque não usam mais o parque de estacionamento do ISCA. Por outro, não se percebe porque é que os fiscais do estacionamento, que noutras zonas da cidade são tão zelosos, não cumprem aqui o seu papel. Talvez seja porque nestas ruas da Urbanização CHAVE e do Bairro de Santiago não há parquímetros. A verdade é que o incómodo diário para os moradores é muito grande.
Aqui se prevê um outro problema relativo ao estacionamento da cidade: deveriam os fiscais servir apenas para regular o estacionamento pago? Como se regula o estacionamento ilegal nas restantes áreas?
Quanto às propostas já feitas, acho que a agenda cultural é importante e acho perigoso que se junte a essa uma agenda desportiva ou de outras actividades. Imagino que uma mesma plataforma técnica possa servir para vários tipos de eventos, mas seria bom manter alguma identidade temática, para facilitar a vida a quem a consulta e a quem a gere, em termos de conteúdos.
Deve ser delineado um modelo de colaboração e moderação/edição, associado a formação e sensibilização dos agentes principais, para garantir que a agenda não se transforma na agenda dos mais voluntariosos e devem ser tomadas as medidas técnicas para garantir que a intergração de eventos na agenda se pode fazer no contexto das normais operações de divulgação das organizações e não se transformar em mais uma operação a realizar. Seja como for, medidas de sucesso dessa medida devem ser contempladas, para que os participantes possam avaliar do interesse de participarem. Números de visitas, por um lado, mas mecanismos de tracking de visitantes que permitam compreender quantos espectadores "reais" a plataforma pode gerar.
João Martins

 

#4

Proposta X – Viabilização a ciclovia da Rua da Pega/ Requalificação da Rua dos Santos Mártires

Proponentes:

Temas: Mobilidade & Espaço Público e Verde

Local: Cidade

Justificação:

Falta de segurança na circulação de pessoas e bicicletas/Requalificação de zona degradada sem finalidade publica/Valorização das ciclovias existentes/ Redução de transito em zonas envolventes a espaços de lazer e educativos/Promover uma ligação viável entre o centro da cidade e a zona da Universidade (com potencial de utilidade publica e turística).

Descrição:

Arborização/Alteração para zona pedonal da Rua dos Santos Mártires e planeamento da construção uma ponte para peões e bicicletas sobe a o cruzamento da Rua da Pega-Rua Calouste Gulbenkian

Ruben Silva

 



Virgílio @ 22:06

Sex, 25/05/12

 

As propostas são muito interessantes e este meio colaborativo da democracia participativa deve ser saudado, porquanto procura apoiar a construção de uma comunidade melhor. Creio ser útil referir que na homepage do Município de Aveiro já existe uma agenda multitemática que permite a submissão de atividades às entidades que as proponham. O gatekeeper visa impedir a publicação de iniciativas que, devidamente apreciadas sob o ponto de vista jurídico, se consideram ilegais e tem como propósito, também, evitar a publicação de programas que se confirmem serem falsos. Esta agenda online permite, poderão constatá-lo, inserir a informação necessária à descrição do acontecimento e adicionar-lhe suportes visuais. A existência desta agenda comunitária serve o público e, se partilhada pelos promotores das atividades, evita a sobreposição de iniciativas, por exemplo as que tenham o mesmo objeto e partilhem o público alvo. Por outro lado, o website do Município de Aveiro já disponibiliza uma ferramenta de identificação de necessidades, designado "O Meu Bairro", em que o utilizador pode assinalar, georeferenciando, o local (e o modo) da intervenção que pretende ver feita. Está claro que se pode e deve ter ambição de aperfeiçoar estes instrumentos, mas eles já estão disponíveis.
São muito importantes as propostas de valorização da mobilidade suave. Peço que entendam esta opinião: deve Aveiro ter um plano integrado para este tipo de mobilidade (pedonal e ciclável), ou seja, a que integre, por exemplo, os trilhos ecológicos, os percursos urbanos e as ligações intermunicipais. Creio que há condições para criar (mapear e sinalizar) um contínuo ciclável com vastos quilómetros no Concelho de Aveiro e na ligação com os Municípios contíguos. Percursos seguros, sinalizados, não só com as distâncias e as minutagens, mas incluindo os dados relativos a cada passagem: sejam as marcas da natureza (flora e fauna) que se podem encontrar, as marcas históricas (p.e. o Forno Cerâmico Romano de Eixo, a Mamoa, etc), os locais de recreio e de refeição, apenas para citar alguns exemplos.
Os mercados têm um enorme potencial para apoiar o desenvolvimento económico. Necessitam que a sua gestão explore duas marcas. Uma, a da competitividade comercial. Quem frequenta os mercados municipais verifica que os produtos são mais baratos do que nas outras superfícies de venda. Um quilo de maçãs chega a custar menos de 1 euro nos mercados por comparação, por exemplo, com os hipermercados. Há também um lado simbólico a explorar: os mercados oferecem os produtos que sabem à terra, ao mar, que são frescos. Bem sabemos que nem todos os vendedores são agricultores, mas muitos são-no. Não negligenciável é a oferta de produtos de agricultura biológica. Em resumo, parece haver argumentos que, bem expostos, podem levar as pessoas a fruir os mercados, a beneficiar de um ambiente único de cores, de perfumes, de sons, de relações interpessoais repletas de emoções. Quem compra nos mercados sabe que é assim, que os vendedores têm a paciência para conversar com os compradores, sabem explicar, perdoem o detalhe, porque uns ovos são mais escuros e outros claros. Em suma, há um universo de motivos que devidamente comunicados podem fazer com que mais gente procure os mercados, não apenas para comprar, mas também para conviver. Não esquecendo a importância que os mercados podem ter para a atração turística, uma vez que para além de traduzirem a oferta de produtos locais e com isso a qualidade da sua terra e do mar, são também um espelho e um elo social de uma comunidade.
A Casa da Cidadania é um projeto há muito consensual. Está prevista a utilização do antigo Convento das Carmelitas para esse fim ou a Casa da Sustentabilidade que começou a ser edificada no PdS.
Comentaria, por fim, a excelente ideia de valorizar as propostas que venham a ser as mais votadas no OP, quer distinguindo os proponentes, quer, sobretudo, implementando-as e assinalando, localmente, que a obra/iniciativa se deveu à participação dos cidadãos no Orçamento Participativo. Como foi sugerido, e bem, esta atitude de reconhecimento e gratidão incentivará a que mais munícipes pensem a sua cidade, a sintam como sua, porque a cidade é de todos e para todos.

um projecto colaborativo para construir um futuro diferente para a cidade/concelho de Aveiro
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