JCM @ 22:16

Sex, 25/05/12

Excelente proposta, devíamos mesmo olhar para a vizinha Espanha e para os seus mercados. Só acrescento o mercado do peixe que deveria ser dinamizado da mesma forma. Os nossos mercados estão quase vazios. É imperativo rentabilizar estes espaços de forma inovadora, com novos produtos e durante mais horas. Em Espanha os mercados estão abertos até ás 24:00h e oferecem os melhores produtos do pais e dinamizam desta forma as zonas históricas das cidades.

Ana Pedro Peres 

 


Comentário #2
As propostas são muito interessantes e este meio colaborativo da democracia participativa deve ser saudado, porquanto procura apoiar a construção de uma comunidade melhor.

Creio ser útil referir que na homepage do Município de Aveiro já existe uma agenda multitemática que permite a submissão de atividades às entidades que as proponham. O gatekeeper visa impedir a publicação de iniciativas que, devidamente apreciadas sob o ponto de vista jurídico, se consideram ilegais e tem como propósito, também, evitar a publicação de programas que se confirmem serem falsos. Esta agenda online permite, poderão constatá-lo, inserir a informação necessária à descrição do acontecimento e adicionar-lhe suportes visuais. A existência desta agenda comunitária serve o público e, se partilhada pelos promotores das atividades, evita a sobreposição de iniciativas, por exemplo as que tenham o mesmo objeto e partilhem o público alvo.

Por outro lado, o website do Município de Aveiro já disponibiliza uma ferramenta de identificação de necessidades, designado "O Meu Bairro", em que o utilizador pode assinalar, georeferenciando, o local (e o modo) da intervenção que pretende ver feita. Está claro que se pode e deve ter ambição de aperfeiçoar estes instrumentos, mas eles já estão disponíveis.

São muito importantes as propostas de valorização da mobilidade suave. Peço que entendam esta opinião: deve Aveiro ter um plano integrado para este tipo de mobilidade (pedonal e ciclável), ou seja, a que integre, por exemplo, os trilhos ecológicos, os percursos urbanos e as ligações intermunicipais. Creio que há condições para criar (mapear e sinalizar) um contínuo ciclável com vastos quilómetros no Concelho de Aveiro e na ligação com os Municípios contíguos. Percursos seguros, sinalizados, não só com as distâncias e as minutagens, mas incluindo os dados relativos a cada passagem: sejam as marcas da natureza (flora e fauna) que se podem encontrar, as marcas históricas (p.e. o Forno Cerâmico Romano de Eixo, a Mamoa, etc), os locais de recreio e de refeição, apenas para citar alguns exemplos.

Os mercados têm um enorme potencial para apoiar o desenvolvimento económico. Necessitam que a sua gestão explore duas marcas. Uma, a da competitividade comercial. Quem frequenta os mercados municipais verifica que os produtos são mais baratos do que nas outras superfícies de venda. Um quilo de maçãs chega a custar menos de 1 euro nos mercados por comparação, por exemplo, com os hipermercados. Há também um lado simbólico a explorar: os mercados oferecem os produtos que sabem à terra, ao mar, que são frescos. Bem sabemos que nem todos os vendedores são agricultores, mas muitos são-no. Não negligenciável é a oferta de produtos de agricultura biológica. Em resumo, parece haver argumentos que, bem expostos, podem levar as pessoas a fruir os mercados, a beneficiar de um ambiente único de cores, de perfumes, de sons, de relações interpessoais repletas de emoções. Quem compra nos mercados sabe que é assim, que os vendedores têm a paciência para conversar com os compradores, sabem explicar, perdoem o detalhe, porque uns ovos são mais escuros e outros claros. Em suma, há um universo de motivos que devidamente comunicados podem fazer com que mais gente procure os mercados, não apenas para comprar, mas também para conviver. Não esquecendo a importância que os mercados podem ter para a atração turística, uma vez que para além de traduzirem a oferta de produtos locais e com isso a qualidade da sua terra e do mar, são também um espelho e um elo social de uma comunidade.

A Casa da Cidadania é um projeto há muito consensual. Está prevista a utilização do antigo Convento das Carmelitas para esse fim ou a Casa da Sustentabilidade que começou a ser edificada no PdS.

Comentaria, por fim, a excelente ideia de valorizar as propostas que venham a ser as mais votadas no OP, quer distinguindo os proponentes, quer, sobretudo, implementando-as e assinalando, localmente, que a obra/iniciativa se deveu à participação dos cidadãos no Orçamento Participativo. Como foi sugerido, e bem, esta atitude de reconhecimento e gratidão incentivará a que mais munícipes pensem a sua cidade, a sintam como sua, porque a cidade é de todos e para todos. 

Virgílio


Tags:

um projecto colaborativo para construir um futuro diferente para a cidade/concelho de Aveiro
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