JCM @ 16:25

Ter, 03/07/12

Promover o empreendedorismo criativo em Aveiro

[balanço a propósito da palestra de Tom Fleming] 


Tom Fleming, um conceituado especialista em regeneração urbana e indústrias criativas, deixou-nos ontem pistas muito interessante para pensarmos o futuro da nossa cidade centradas na promoção do empreendedorismo criativo (*).

 A propósito da capacidade dos territórios atraírem ou fixarem empreendedores criativos, deixou-nos três ideias fortes, a reter:

  • o empreendedorismo criativo tende a florescer em ambientes abertos e colaborativos;
  • a paisagem institucional actual não está preparada para responder aos novos desafios;
  • são precisos novos espaços, plataformas e aplicações;

Acontece que a história recente da promoção do ‘empreendedorismo criativo’ tem tido alguns problemas ou equívocos, nomeadamente:

  • uma tendência para concentrar recursos na produção do ‘hardware criativo‘ (infra-estruturas/equipamentos), com repercussões na menor capacidade de apoio ao ‘software criativo’ (ideias , projectos e capacidades locais);
  • menor preocupação com as competências ligadas à ‘criação de valor’ (negócios) dos profissionais criativos;
  • menor atenção à valorização das ‘ecologias criativas’ específicas dos lugares;
  • cultura de funcionamento sectorial,  fragmentada e pouco ágil por parte das instituições;
  • inércia institucional e significativa burocracia dos financiadores;

Por tudo isto, segundo TM, é necessário:

  • antes de promover a economia criativa cuidar primeiro da ‘ecologia criativa’ específica do território;
  • uma maior abertura das instituições (universidades, autarquias e centros de cultura) e estímulos para novas relações entre diferentes actores, mais horizontais, colaborativas e co-responsabilizantes (novas formas de partenariado);
  • novos instrumentos de interacção, junção e fusão disciplinar, diferentes dos tradicionais (incubação ou transferência de tecnologia);
  • novos espaços (de natureza informal; open-space; ‘cozy spaces’) onde a interacção se possa dar;
  • novas competências de intermediação para promover o trabalho colaborativo entre actores ligados ao empreendedorismo criativo;
  • maior engajamento cívico dos empreendedores criativos, sobretudo em zonas deprimidas ou problemáticas;

Ilustrando alguns destes conceitos, TF deixou-nos as seguintes pistas inspiradoras:

 

No final, e partir das sugestões de TF, deixo algumas questões para reflexão, a propósito do futuro da nossa comunidade:

  • Como se pode criar um ambiente mais aberto e colaborativo em Aveiro? Que tipo de lideranças e intermediações precisamos? E que actores temos de envolver neste processo?
  • Que novos modelos institucionais (mais ágeis, flexíveis e inclusivos) devemos criar para responder aos desafios?
  • Que tipo de espaços físicos (plataformas ou aplicações digitais) precisamos de mobilizar para promover o trabalho conjunto e colaborativo?
  • Como desenvolver tudo isto no contexto actual (pessimismo, desmobilização e com poucos recursos)?
  • Por último, quando começamos colectivamente a re-imaginar a(s) diferentes possibilidade(s) desta nossa cidade?

 

José Carlos Mota

josecarlosmota@gmail.com

 

 

[*]

http://ieuasharingjulho.eventbrite.com/

http://www.tfconsultancy.co.uk/

http://www.ua.pt/ieua/


Tags:

um projecto colaborativo para construir um futuro diferente para a cidade/concelho de Aveiro
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